O projeto tem como objetivo estudar o modo como a pós-fotografia pode inscrever a representação fotográfica de imagens de memória, numa sociedade marcada pela crescente aceleração do tempo. Partindo da investigação iniciada no projeto “Homogeneizador de Memórias”, explora-se como tornar visível o que é instável, fugaz e oculto: as imagens da memória individual.

 

A prática artística desenvolver-se-á sob forma de um “laboratório de tempo”, entendido como processo transdisciplinar que integra entrevistas a artistas e cientistas, ensaios fotográficos (analógico e digital), instalação e reflexão crítica. Através da criação de obras de foto-instalação, investiga-se a interseção entre perceção do tempo e representação de imagens de memória, culminando em diferentes exposições.

 

Este percurso artístico interroga a ontologia da imagem através das suas transformações materiais e temporais, propondo linguagens visuais que problematizam a definição pouco consensual da pós-fotografia. A investigação contribui para o debate em torno das subjetividades no presente acelerado e do papel da imagem pós-fotográfica na construção da memória, articulando teoria e prática num contributo para repensar a imagem como matéria viva, temporal e instável.

 

Ao articular teoria e prática, esta proposta pretende ser um contributo para repensar o papel da imagem na contemporaneidade e para testar formas críticas de desaceleração através da prática artística de foto-instalação.

Um laboratório de tempo para a representação fotográfica

de imagens da memória: contributos para a pós-fotografia